sábado, 10 de setembro de 2016

CARTA A SHERLOCK HOLMES

  (Outro texto do meu livro Cartas Imaginárias).

                                                                                                      Caro Holmes,

   Sei que neste exato momento encontra-se terrivelmente ocupado com um dos casos mais intrincados de sua vitoriosa carreira detetivesca. Talvez eu devesse abster-me de enviar esta missiva, deixando tal coisa para o momento em que você estivesse num daqueles seus períodos de relaxamento com o seu violino. Todavia,creio sinceramente ser mais frutífero o resultado da leitura desta minha mensagem justo agora,quando se encontra mergulhado em tão desafiadora tarefa.
   Almejo efetuar uma confissão e faço-a: nunca cheguei a compreender os seus métodos,nem como conseguia descobrir que uma pessoa fumava e qual a marca do charuto.jamais descobri qual o modo do funcionamento da sua prodigiosa mente.Nunca cheguei  a alcançar os píncaros da sua inteligência,reconheço.Reconheço,também,minhas limitações.
   No entanto, sinceramente,creio ter perdido,de fato,as pistas do seu desempenho mental na primeira vez que não o reconheci em um dos seus extraordinários disfarces. Desde então tornou-se inevitável o desencontro.E agora sei que terei de investigar a mim mesmo para poder reencontrá-lo.Se um dia eu conseguir.
                                                       
                                                                                                                                                                                      Watson. 

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