segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

poema :BELEZA

Tanta morte revestiu
tanta carne e pedra,
tanto sangue jorrou
para fora
das veias,
tanto abismo rompido
em cataclismas,
tanto orgulho revestiu
as peles,
que agora ao desabrochar
das flores,
os olhos se turvam
diante do enigma insondável
da beleza.

 (foto de Cleber Pacheco)

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