quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Poema: MARES

As águas beijam
murmúrios e memórias
reescrevendo
vazios e formas
em líquida escrita.

O mar espraia
sua biblioteca
nos confins do mundo
esperando
por mergulhadores
que leiam
o seu acervo de mistérios
nas linhas incertas
da correnteza
enquanto marinheiros
navegam
no abismo insondável
do silêncio das marés.

(foto  Google Images: Ilha de Fernando de Noronha-Brasil)

0 Comentários:

Postar um comentário

Assinar Postar comentários [Atom]

Links para esta postagem:

Criar um link

<< Página inicial