sábado, 17 de junho de 2017

Cruz e Sousa

 CAVEIRA

I
Olhos que foram olhos,dois buracos
Agora,fundos, no ondular da poeira...
Nem negros,nem azuis e nem opacos.
Caveira!

II
Nariz de linhas,correções audazes,
De expressão aquilina e feiticeira,
Onde os olfatos virginais,falazes?!
Caveira! Caveira!!

III
Boca de dentes límpidos e finos,
De curva leve,original,ligeira,
Que é feito dos teus risos cristalinos?!
Caveira! Caveira!! Caveira!!!

(imagem: google)

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