sábado, 27 de maio de 2017

Resenha


  Os antigos Bestiários da Idade Média descreviam os animais de modo fantasioso, conforme as superstições e crenças da época, tendo um caráter muito mais imaginativo do que realista. O pensamento científico ainda não havia surgido e a mente era dominada pela religiosidade.
   Posteriormente as Fábulas continham, breves histórias  atemporais e os animais representavam defeitos ou qualidades humanas,sempre deixando uma lição moral.
  Em O Livro da Selva, Kipling elaborou relatos do reino animal,mas tendo como foco o ser humano.
   O escritor uruguaio Horacio Quiroga colocou os animais como centro de  algumas de suas narrativas. O mundo humano  vem em segundo plano,interferindo no mundo natural.
   Em Anaconda o autor aborda os ofídios, dotando-os de personalidade.  O conflito surge quando as cobras acabam descobrir um instituto que as utilizará para obter soro  antiofídico.. Revoltadas e com temor, elas decidem  reagir., surgindo um conflito entre a anaconda, a maior das cobras sul- americanas, que pode atingir até dez metros,mas não é venenosa, com  a cobra mais venenosa ,trazida da  Índia.
   Temos aqui um embate entre forças do mundo natural e,também, do mundo humano.. O relato é muito interessante e,por ser breve, não desperdiça uma só palavra.
   Com isso Quiroga consegue criar um universo próprio, alargando as possibilidades dos gêneros literários. Uma experiência interessante para o leitor.

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