quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Resenha




O escritor Herman Schmitz comenta o meu livro INTERSECÇÕES:

Li este livro em apenas uma tarde, mesmo tentando me controlar para ler bem devagar, foi impossível. Depois disso ainda continuo folheando aqui e ali, pois sempre há algo para captar-se.
O livro é um devir que compactua com o tempo e a vida. É como um sopro da própria vida que se sente respirar de dentro do livro. Cleber Pacheco consegue de forma magistral um equilíbrio de linguagem entre a poética de imagens sutis e elegantes, e do outro lado, a prosa que narra o cotidiano simples e despojado de um casal, que em alguns parágrafos chegam a inquietar com as sugestões implícitas nas palavras efetivamente impressas.
Um dos temas do livro é o desejo. Os personagens fazem muitas listas, que são desejos sob pontos de vista diferentes. Ambos veem as necessidades de manutenção da casa e da vida, de compras de objetos de uso pessoal, de afazeres em geral, de um modo quase antagônico:
"Poderia comprar um cão para deitar-se ao meu lado enquanto leio o jornal. 
Poderia comprar um gato para deitar-se em meu colo enquanto olho as revistas.
Poderia fazer mais ginástica e corrida para fortalecer os músculos.
Poderia fazer mais passeios para tomar chá com as amigas."
Portanto, o mais impactante no livro está no alcance "para além" dessas descrições breves, pois a maneira como o autor as vai interpolando, adquire um texto de fundo com um sentido maior ao livro, na verdade é mais que um sentido lógico, é um sentimento, uma espécie de paz que só nos ocorre em contato com as obras de arte mais genuínas.


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