terça-feira, 1 de dezembro de 2015

ESCREVER

    Não creio em regras estabelecidas e fórmulas para se fazer literatura.Sem dúvida é preciso conhecer o ofício. Mas não dou atenção a ideias como "não pode isso,não pode aquilo."  Não creio numa escrita engessada em regras.Também não defendo o dadaísmo. A escrita não pode ser mecânica nem apenas  fruto do inconsciente, um mero atirar de palavras sobre o papel.  Literatura é inventividade.
    Não aprecio a tendência atual de se utilizar uma linguagem tatibitate   para facilitar a leitura. Afinal, ler é algo que deve proporcionar enriquecimento. Não estou defendendo o uso de um estilo parnasiano caduco. Apenas creio no seguinte: os inúmeros recursos linguísticos disponíveis são válidos se forem necessários para que o autor consiga realizar a sua proposta.
   Penso que se pode utilizar desde o português arcaico até o neologismo se assim o texto exigir. Afinal, uma língua é um patrimônio à nossa disposição , pode e deve ser trabalhada de todas as maneiras possíveis de acordo com o contexto e as necessidades expressivas do texto a ser  trabalhado.
   Eu diria,aliás, que todos os idiomas são patrimônio da humanidade e quanto mais o escritor conseguir dominar esse imenso manancial de possibilidades,melhor.

( foto:  Google)
 

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